Empreendedores do Semiárido recebem incentivos a investir no próprio negócio

No Ceará, as mulheres representam a maioria dos microempreendedores, totalizando 51% deles. O setor de comércio e serviços é o que mais se destaca e recebe investimento.

Nordeste é uma das regiões que mais concentra microempreendedores individuais (MEIs), contando com cerca de 20% do total nacional. Nos últimos seis anos, 5 milhões de brasileiros que trabalham por conta própria passaram a ser formalizados a ter acesso a direitos previdenciários. O Banco do Nordeste (BNB) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) são algumas das instituições que oferecem assistência para quem mora na região semi-árida abrir ou investir no próprio negócio.

Para quem precisa de financiamento, o Banco do Nordeste tem uma quantidade grande de programas distribuídos entre linhas de crédito para capital de giro – para atender necessidades imediatas das empresas – e para investimento – para expansão, modernização e implantação de empresas. “O Banco do Nordeste tem algumas fontes de recursos, que podem ser o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDS), o Programa de Financiamento às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte e ao Empreendedor Individual (FNE-MPE) ou recursos do próprio banco. Essas linhas de crédito são destinadas a diversos setores de atividade, como comércio e serviços, para turismo, para o setor industrial, para o setor rural e outros”, afirma o superintendente do Banco do Nordeste no Ceará, João Robério Pereira.

Microcrédito.

O microcrédito é um dos principais programas do Banco do Nordeste. O microcrédito urbano, que é o Crediamigo, funciona há mais de quinze anos. Esse programa contempla financiamentos que vão de cem até quinze mil reais. Ele pode atender a necessidades tanto de capital de giro quanto de investimento.

O Banco do Nordeste empresta no Ceará entre 2,5 e 3 bilhões de reais para diversas atividades econômicas. O microcrédito contribui muito para a geração de riquezas e dá acesso a financiamentos que não se conseguiria em outros bancos porque os contemplados podem ser tanto do setor formal quanto do setor informal da economia.

“Esse programa tem muito sucesso com uma inadimplência muito baixa e contribui muito para a geração de empregos, riquezas e renda. Normalmente se empresta muito para o setor de comércio e serviços, que hoje corresponde entre 60 e 70% da economia do estado do Ceará e do Brasil como um todo”, afirma João Robério.

 

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João Robério afirma que o microcrédito do Banco do Nordeste dá acesso a financiamentos que o setor informal não consegue em outros bancos (Foto: Israel Alves)

O superintendente atribui o sucesso do microcrédito à assistência dos assessores de crédito. “Existem mais de três mil funcionários da entidade que cuida do microcrédito do Banco do Nordeste, que é o Instituto Nordeste Cidadania – uma ONG. A maior parte dos funcionários são assessores de crédito, que visitam os empreendimentos e os clientes periodicamente para orientar sobre a gestão das empresas deles, a gestão de fluxo de caixa, a gestão de vendas e a gestão de marketing”, complementa.

Franquias

O Banco do Nordeste fez um convênio com a Associação Brasileira de Franquias apoiar os diversos ramos de atividades da região Nordeste. A partir desse convênio, intensificou-se a busca dos franqueados por recursos do BNB. As empresas franqueadoras associadas à associação vieram ao Banco e fizeram fundos de aval para suprir as necessidades de garantias que algumas empresas têm e depositam nele.

Segundo o superintendente, quem entra em um negócio que é franqueado já entra na vantagem porque já tem o negócio todo montado e todas as informações de mercado. “As franquias são boas para as empresas fraqueadoras porque elas conseguem manter o negócio sem elas mesmas estarem investindo. É um terceiro que investe. São boas para os franqueados porque eles investem em um negócio seguro. E é seguro também para o Banco porque ele está emprestando dinheiro para uma pessoa que tem todo esse arcabouço por trás, o que dá segurança para o crédito”, explicou.

Sustentabilidade do negócio

Além de se preocupar com o planejamento financeiro, o empreendedor deve dar atenção à gestão de pessoas ao plano de marketing e ao plano de negócios. “Ensinamos a elaborar o preço de um produto, a ter atenção com a concorrência e a se relacionar bem com a equipe. O Sebrae promove mudanças de paradigmas que se qualquer empresa passar a praticar vai ter um novo rumo no mercado em geral”, explica.

Edinaldo também ressalta que um dos principais aspectos para fazer um negócio atingir o sucesso é a divulgação. “Divulgação não se faz apenas esperando o cliente entrar na loja não. Cadê o Facebook? Cadê a panfletagem? Cadê o anúncio em jornal e em televisão? Se for possível financeiramente. Cadê o boca a boca?”, enfatiza.

Segundo o assistente administrativo do Sebrae no Ceará Edinaldo Diniz, o trabalho do Sebrae nacional tem ajudado as empresas a fugirem do paradigma das décadas de 1980 e 1990, quando a maioria dos negócios que abriam fechavam em até dois anos. “Antes, 80% das empresas fechavam antes de completar dois anos. Agora é o contrário. Mais de 80% passam dos dois anos porque o empresário está verificando que não basta iniciar algo de qualquer jeito. Tem que ter boa preparação, bom preço, preocupação com o fornecedor, atender bem e fazer uma boa divulgação”, conclui.

Perfil empreendedor

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Jéssica Farias

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